Hoje entrei em um blog – cujo dono não conheço – onde encontrei um pequeno artigo sobre o Nada. O Nada realmente intriga, afinal, eu acho que está fora da Linguagem – como pode?
O Nada me parece terra distante de além-mar da qual apenas confabulamos sobre segredos, tesouros escondidos e civilizações perdidas. O Nada não é a negação de algo: ele é mais amplo do que o “nenhum”: para que não haja nenhum, faz-se necessaria, previamente, a existência de algo a ser negado. Assim, o “nenhum” pressupõe a existência do “um”.
O Nada não admite esse tipo de jogo. É o que há de mais absolutamente vasto e indeterminado. O Nada relaciona-se intimamente com o Ser e a sua possibilidade de re-velação.
Ensaios heideggerianos…